Patronos

Olavo Amaro da Silveira

Cadeira 31

Nascido no Rio Grande do Sul, em 1906, o General Olavo Amaro da Silveira formou-se engenheiro geógrafo pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro. Posteriormente, ingressou na Escola Militar também nesse estado.

Em 1930, foi nomeado oficial do Exército e, em 1937, capitão dessa corporação. Ainda diplomou-se em Educação Física pela Escola de Educação Física do Exército.

De volta ao Rio Grande do Sul, ocupou o cargo de diretor do recém-criado Departamento Estadual de Educação Física desse estado (DEEF). Em sua gestão, esse órgão criou a primeira instituição para formação de professores no estado: a Escola Superior de Educação Física (ESEF), em 1940.

Nessa ocasião, foi nomeado para direção dessa escola, permanecendo no cargo até 1944. Olavo Amaro da Silveira, quando diretor e professor dessa instituição (ESEF), defendeu orientações de caráter higienista, militarista e eugênico, acreditando na educação cívica por meio da Educação Física. Isso fazia eco à política do Brasil naquele momento (Estado Novo) e à formação militar de Olavo A. da Silveira.

Em Minas Gerais, fez parte do grupo de professores, médicos e militares que fundaram com o Arcebispo Dom Cabral a Escola de Educação Física das Faculdades Católicas, assumindo, nessa instituição, a cadeira de “Metodologia da Educação Física”.

Na época em que a EEF-MG passou por crises financeiras (iniciadas em 1961 e finalizadas com a federalização em 1969), o General Olavo, como diretor da escola, chegou a assinar recibos de “direito a receber salário” para os professores e funcionários — as chamadas “generaletas”. Esses recibos tinham por objetivo garantir o recebimento do salário pelos mesmos quando a EEF-MG recebesse o repasse financeiro do governo de Minas Gerais.

Edelweiss Dutra afirmou que, assim como Herbert Dutra, o General Olavo foi “um abnegado” e que muito contribuiu para o desenvolvimento da escola e da Educação Física. Afirmou ainda que eles tiravam dinheiro dos próprios bolsos para pagar os funcionários da escola, porque eles só tinham a EEF-MG como renda, enquanto a maioria dos professores também ministrava aulas em outros lugares.

Por iniciativas dessa natureza e pela sua prática docente, o General Olavo Amaro da Silveira é lembrado como um professor carismático, delicado, atencioso e competente. Essas características são sempre confrontadas a um imaginário relativo à formação militar.

Assim declarou Fernando Campos Furtado, quando se referenciou ao Major Geraldo Pinto de Souza, estendendo o comentário ao General Olavo:

“Eu falo que ele não parecia militar por que ele não parecia militar, não. Quem faz um trabalho desse aí não é militar, não tem nada de militar […] Olavo Amaro da Silveira era.”

Em 1969, com a morte do professor Alfredo Colombo, o General Olavo Amaro da Silveira, professor da Escola de Educação Física de Minas Gerais, foi nomeado Delegado Geral da FIEP no Brasil, atuando nesse cargo até 1985.

Sentindo a necessidade de constituir representantes da FIEP em todos os estados e territórios do Brasil, como Delegado Geral da FIEP no Brasil, o General Olavo iniciou uma grande campanha em nível nacional para a escolha de novos delegados, que culminou com a nomeação, em 1976, de inúmeros professores de Educação Física para esses cargos.

Esse fato histórico foi de alta relevância para a solidificação do trabalho da FIEP no Brasil. O General Olavo só encerrou suas atividades na FIEP alguns meses antes do seu falecimento em maio de 1985, deixando um grande legado para a Educação Física brasileira — não somente por suas atividades na FIEP, mas também por sua atuação política e pedagógica na área.