História
A ideia de criar a Academia Brasileira de Educação Física nasceu da proposta do Dr. Manoel José Gomes Tubino apresentada ao plenário do Conselho Federal de Educação Física – CONFEF.
No ano de 2004 foi constituído Grupo de Trabalho para estudo e análise da criação da Academia Brasileira de Educação Física, constituído pelos conselheiros federais: Renato Medeiros de Moraes, Alberto dos Santos Puga Barbosa, Claudio Augusto Boschi, e João Batista Andreotti Gomes Tojal.
No mês de novembro foi relatado o trabalho informando que na Reunião Plenária de Foz de Iguaçu estará sendo apresentado o Estatuto aos Conselheiros com a presença do Professor Manoel José Gomes Tubino, autor da proposta e, se possível, realizando o lançamento da Academia Brasileira de Educação Física.
Complementando a informação, Jorge Steinhilber, à época Presidente do CONFEF, solicitou que fosse apresentado também uma planilha de custo do funcionamento da Academia e a indicação de uma entidade para agregar a ABEF com vistas à sua implementação.
Aos dezesseis dias do mês de janeiro de dois mil e cinco, na plenária de Foz do Iguaçu, integrada ao Congresso Internacional da Federação Internacional de Educação Física,o Conselheiro Federal Renato de Medeiros Morais, Presidente do Grupo de Trabalho, distribuiu cópias da minuta do Estatuto da Academia Brasileira de Educação Física, sendo este aprovado por unanimidade.
Naquela ocasião foi criado um novo Grupo de Trabalho, em substituição ao anterior, composto pelos Conselheiros Renato de Medeiros Morais, que o presidiu, Alberto dos Santos Puga Barbosa, João Batista Andreotti Gomes Tojal, Claudio Augusto Boschi, Antônio Ricardo Catunda de Oliveira, Lamartine Pereira DaCosta e o Presidente da FIEP Professor Doutor Manoel José Gomes Tubino.
Coube ao novo GT, implementar a Academia Brasileira de Educação Física, e levantar os custos e os meios financeiros necessários ao seu funcionamento e como angariá-los. Foi sugerido, ainda, que a Academia ficasse agregada em alguma Universidade e que fosse indicado os 10 (dez) primeiros patronos. O presidente do GT solicitou aos Conselheiros Federais que se pronunciassem sobre a possibilidade do CONFEF sediar, e custear, a ABEF.
Entretanto, como até março de 2005, não houve manifestação sobre o assunto, o Presidente do GT deu por encerrada a sua demanda, e não foi solicitado outro ponto de pauta ao CONFEF para realizar nova discussão sobre o tema.
Em virtude do falecimento do Dr. Manoel Jose Gomes Tubino em 2008, no âmbito do CONFEF as questões relativas à ABEF foram postergadas.
Na década de 2010 o presidente da Federação Internacional de Educação Física/Delegacia Brasil, Dr. Almir Adolfo Gruhn, tomou a decisão de instalar a Academia Brasileira de Educação Física como uma forma de tornar permanente a memória daqueles que foram referências na Educação Física brasileira, os professores que contribuíram para a evolução, construção, transformação e formação dos profissionais de Educação Física, para que fossem lembrados como imortais, por suas lutas, por suas obras e pelo legado histórico, que deixaram na Educação Física.
Ao longo dessa década a ideia foi amadurecendo, construindo e consolidando o projeto da criação da Academia Brasileira de Educação Física – ABEF.
Em 2019, mais precisamente em 11 de janeiro, na Assembleia da Federação Internacional de Educação Física – FIEP/Delegacia do Brasil, na sede da casa da Educação Física na cidade de Foz do Iguaçu, às 19 horas, concretizou-se um importante marco para a valorização e reconhecimento da Educação Física no Brasil. Na ocasião, profissionais da área, delegados e convidados estiveram reunidos para oficializar a criação da Academia Brasileira de Educação Física (ABEF), um projeto que se transformou em realidade a partir da união e do ideal comum de fortalecer a ciência e a atuação profissional no campo da Educação Física.
Durante a solenidade, foi conferida a primeira posse oficial da ABEF ao professor Almir Gruhn, do Paraná, sendo em seguida empossados os membros fundadores: Prof. Dr. José Fernandes Filho (RJ); Prof. Paulo Antonelli (MG) e Prof. Cassio Hartmann (AL).
A fundação da ABEF teve como pilares acadêmicos de reconhecida trajetória, oriundos de outras instituições culturais do país: Prof. Dr. José Fernandes Filho, membro da Academia Maçônica Fluminense de Letras (Rio de Janeiro); Prof. Cassio Hartmann, membro da Academia de Letras AML e da Acadêmica de Letras, Artes e Pesquisa de Alagoas – ALAPA; Prof. Paulo Antonelli, membro da Academia membro da Academia Palmense de Letras.
Assim, nasce oficialmente a Academia Brasileira de Educação Física – ABEF, com o compromisso de fomentar o conhecimento científico, valorizar os profissionais da área e contribuir com a formação continuada, a pesquisa e a cultura no âmbito da Educação Física brasileira.
O projeto tornou-se realidade quando foi aprovado seu Estatuto, identificando-a como uma sociedade civil, independente, não governamental, de direito privado, sem fins lucrativos, de âmbito nacional, com personalidade jurídica própria e prazo de duração indeterminado. A sua sede provisória está situada na Rua Belarmino de Mendonça, 920 – Centro, na cidade de Foz do Iguaçu, Estado do Paraná, CEP 85851-100.
Na ocasião os primeiros membros da diretoria: Dr. Almir Gruhn (PR) – presidente, Dr. José Fernandes Filho (RJ) – vice-presidente, Dr. Paulo Antonelli (MG) – tesoureiro, Msc. Cassio Hartmann (AL) – secretário, foram empossados.
Por ocasião da aprovação do Estatuto foram eleitos 41 Patronos e ao longo dos anos de 2019/2020 indicados e aprovados pela Diretoria os respectivos profissionais, identificados como Imortais.
A Academia Brasileira de Educação Física, ficou vinculada a FIEPS/Brasil, custeada pela Federação até o ano de 2024, quando a maioria dos Imortais haviam tomado posse e passaram a contribuir com taxa de anuidade para viabilizar, minimamente, a Academia.
Na Assembleia de janeiro de 2024 os acadêmicos deliberaram por autonomia e assim foi estudada e construída reforma estatutária, aprovada na Assembleia de janeiro de 2025, entrando imediatamente em vigor.